Capa da revista “Joyce Pascowitch” de julho, a atriz Alinne Moraes conta à publicação sobre sua nova personagem, a suburbana carioca Lili, da série “O Astro”, da Globo. Aos 28 anos, ela admite sentir-se mais confortável na pele de personagens densos e vilãs. “Minhas personagens nunca foram ‘a bonita’, ‘a mocinha’. A primeira foi uma mãe solteira, depois, uma lésbica. Aí veio a Moa, que tinha um tumor no cérebro. Na sequência, uma psicopata e uma tetraplégica. Acho que sou um pouco Almodóvar, sabe? Sou dramática. Por isso, para mim, é mais complicado e delicado fazer uma mocinha. Com personagens mais polêmicos e densos, eu trabalho na zona de conforto”, afirma.
Escalada para ser a protagonista da peça “Doroteia” – Alinne, que também poderá ser vista este ano nos filmes “O Homem do Futuro”, de Cláudio Torres, e “Heleno”, de José Henrique Fonseca – revela que sua primeira personagem na TV, a mãe solteira Roseane, da novela “Coração de Estudante”, em 2002, foi uma espécie de terapia em sua vida. “Me ajudou a entender a minha própria mãe. Era a história dela. Foi bom para saber que estava tudo bem, tudo certo, que essas coisas acontecem mesmo. Entendi que somos todos loucos, seres iguais, e que sentimentos existem”, conta ela, que só conheceu o pai aos 20 anos.