Algumas mulheres podem desejar tanto um filho a ponto de, efetivamente, terem uma gravidez psicológica. Nessa pseudogravidez, níveis de prolactina (hormônio da lactação) e também de LH (hormônio luteinizante produzido na hipófise do sistema nervoso central que estimula a ovolução pelos ovários) estão aumentados. É comum no início haver aumento abdominal, aumento das mamas até com secreção de leite, náuseas e vômitos e amenorreia (ausência de menstruação), entre outros sinais e sintomas de gravidez.
Essa gravidez psicológica pode ser oriunda de algum trauma psicológico ocorrido na infância ou adolescência da menina e isso precisa ser investigado. A gravidez psicológica pode ter algum papel como, por exemplo, unir membros da familia ou até dar uma satisfação social ou familiar quando a mulher tem dificuldades para engravidar e todos a pressionam. Essas mulheres costumam negar a todo custo provas que evidenciam a falsa gravidez e consultam vários médicos diferentes para atestar.
O problema é quando tais mulheres se deparam com a realidade de forma objetiva. O acolhimento e a compreensão devem ser as melhores condutas por parte de médicos e familiares. Mas geralmente, acaba acontecendo o contrário e muitos familiares “apedrejam” tais pacientes. A gravidez psicológica pode esconder ou mascarar alguma doença psicossomática ou mesmo a depressão.