A "língua materna" não vêm da mãe, mas sim do pai, diz estudo publicado pela revista Science. Pesquisadores da Universidade de Cambridge descobriram que a transmissão da linguagem está ligada a processos de colonização e invasões militares, sendo transmitida por homens.
Eles estudaram marcadores genéticos femininos e masculinos de milhares de indivíduos ao redor do mundo. O professor Renfrew, envolvido no projeto, afirma que muito se deve aos processos de colonização realizados pelos homens que por meio de dispersões agrícolas ou chegada de forças militares impactaram o idioma que era falado em cada região.
Os pesquisadores apontaram também como um fator a pré-disposição histórica dos homens em ter filhos com diferentes parceiras, o que ajudou a espalhar e a sobressair a língua nativa masculina.
Dentre as comunidades estudadas o destaque encontrado foi na costa de Nova Guiné, região em que durante a colonização havia polinésios e melanésios residentes, mas a predominância dos marcadores genéticos masculinos de línguas polinésias faz com que ela seja a mais falada da região.
"Seja para europeus, indianos, chineses ou outros idiomas, a expressão 'língua materna' e seu conceito está inserida na imaginação popular - talvez esta seja a razão pela qual durante tantos anos o papel dos pais, na determinação da linguagem não tenha sido reconhecido pelos geneticistas.", completa Dr Forster, da Murray Edwards College.