Segundo os dados da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas (ABIR), o consumo dos energéticos saltou em 25% no último ano no Brasil. Essas bebidas são compostas por cafeína, guaraná, ginseng, açúcar ou adoçante e aminoácidos como a taurina e carnitina, dentre outros. Todos associados com a promessa de oferecer disposição extra a estudantes, baladeiros e esportistas.
Na verdade, o maior efeito dos energéticos fica por conta da cafeína. Essas bebidas contêm 70 a 80mg de cafeína por 240ml, cerca de três vezes o encontrado em refrigerantes do tipo cola. Além disso, essas bebidas contem suplementos também ricos em cafeína como o guaraná, o que acrescenta uma quantidade extra de cafeína que não costuma ser declarada nos rótulos do produto, resultando em doses muito maiores do que poderíamos supor.
Altas doses de cafeína causam estímulo do Sistema Nervoso Central, insônia, aumento da frequência cardíaca, tremores e um efeito dito termogênico irrisório. Ou seja, ela é muito mais energética (ou seja, nos dá mais energia) do que termogênica (ou seja, que aumenta a queima calórica). Tanto é assim que já foi usada há muitos anos em fórmulas emagrecedoras e foi abolida dos receituários médicos, uma vez que seus efeitos colaterais excitatórios eram muito maiores do que sua suposta ação termogênica.